22/08/2018 - 07:54 | Economia

Bovespa fecha em queda de 1,5% com incerteza eleitoral

Bovespa fecha em queda de 1,5% com incerteza eleitoral

Bovespa fecha em queda de 1,5% com incerteza eleitoral

Investidores repercutiram pesquisas eleitorais que mostraram na véspera um cenário ainda bastante incerto sobre a disputa presidencial no Brasil.

 

O principal índice de ações da bolsa brasileira fechou em queda nesta terça-feira (21), apesar do ambiente externo mais favorável a ativos de riscos. Os investidores repercutiram ao longo da sessão as pesquisas eleitorais que mostram um cenário ainda bastante incerto sobre a disputa presidencial no Brasil.O Ibovespa recuou 1,50%, a 75.180 pontos. Veja mais cotações. Na mínima do dia, o índice foi a 74.914 pontos e, na máxima, marcou 76.339 pontos. É o menor patamar de fechamento desde 11 julho (74.398 pontos).

"As pesquisas eleitorais reforçaram o quadro de indefinição política que irá marcar as eleições para presidente", afirmou um gestor de uma administradora de recursos no Rio de Janeiro à agência Reuters.

As ações preferenciais do Itaú Unibanco e Bradesco, com grande relevância no índice, recuaram 1,29% e 2,43%, respectivamente, com o setor bancário como um todo enfraquecido por preocupações com o cenário eleitoral incerto no país. Banco do Brasil caiu 3,98%.

O papel preferencial da Petrobras encerrou em queda de 3,49%, apesar da alta dos preços do petróleo no exterior. A ação também foi minada pelos receios com o cenário eleitoral.Já as ações da Vale subiram 0,47%, apesar do recuo dos preços do minério de ferro na China. A empresa, no entanto, se beneficia da valorização do dólar ante o real.

Risco-país

 

A economia brasileira sofre os efeitos do calendário eleitoral devido à indefinição sobre o próximo governo e a política econômica a ser adotada a partir do próximo ano. Com isso, cresce a percepção de risco dos investidores internacionais em relação à economia brasileira. Entre as principais economias latinoamericanas, o risco do Brasil só subiu menos que o da Argentina.

Todos os países emergentes têm sofrido com a piora das condições da economia mundial. O que tem definido a intensidade da reação dos investidores são os desequilíbrios macroeconômicos de cada economia. No caso brasileiro, há uma incerteza com o futuro das contas públicas e, se o próximo governo vai seguir com o ajuste fiscal.


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