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01/08/2018 - 08:52 | Economia

Copom deve manter pela terceira vez consecutiva taxa básica de juros em 6,5% ao ano, aposta mercado.

Copom deve manter pela terceira vez consecutiva taxa básica de juros em 6,5% ao ano, aposta mercado

Comitê se reúne nesta quarta-feira; resultado deve ser divulgado após as 18h. Definição da taxa de juros pelo Banco Central tem como objetivo atingir meta de inflação de 4,5% no ano.

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter, nesta quarta-feira (1º), os juros básicos da economia em 6,50% ao ano, de acordo com a previsão da maior parte dos economistas do mercado financeiro.

Se a estimativa se confirmar, essa será a terceira manutenção seguida da taxa Selic, que, mesmo assim, continuará no menor nível da série histórica do Banco Central – que teve início em 1986.

A decisão do Copom será anunciada após as 18h desta quarta.

O mercado financeiro avalia ainda que os juros devem permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para o fechamento do próximo ano, porém, a estimativa dos economistas para os juros básicos está em 8% ao ano. Ou seja, a expectativa é de alta nos juros em 2019.

Como a decisão é tomada

 

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros; quando estão acima da trajtetória esperada, a taxa Selic é elevada.

A previsão dos economistas para a inflação de 2018, que estava abaixo de 4% nos primeiros meses deste ano devido ao fraco nível de atividade, subiu depois da greve dos caminhoneiros – que gerou forte repique no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. Naquele mês, o IPCA somou 1,26% – a maior taxa para o mês desde 1995.

Copom deve manter pela terceira vez consecutiva taxa básica de juros em 6,5% ao ano, aposta mercado

Comitê se reúne nesta quarta-feira; resultado deve ser divulgado após as 18h. Definição da taxa de juros pelo Banco Central tem como objetivo atingir meta de inflação de 4,5% no ano.


Por Alexandro Martello, G1, Brasília

01/08/2018 05h00  Atualizado há 4 horas

 
Economistas do mercado financeiro apostam que taxa básica de juros será mantida em 6,5% ao ano (Foto: Rede Globo)Economistas do mercado financeiro apostam que taxa básica de juros será mantida em 6,5% ao ano (Foto: Rede Globo)

Economistas do mercado financeiro apostam que taxa básica de juros será mantida em 6,5% ao ano (Foto: Rede Globo)

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter, nesta quarta-feira (1º), os juros básicos da economia em 6,50% ao ano, de acordo com a previsão da maior parte dos economistas do mercado financeiro.

Se a estimativa se confirmar, essa será a terceira manutenção seguida da taxa Selic, que, mesmo assim, continuará no menor nível da série histórica do Banco Central – que teve início em 1986.

A decisão do Copom será anunciada após as 18h desta quarta.

O mercado financeiro avalia ainda que os juros devem permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para o fechamento do próximo ano, porém, a estimativa dos economistas para os juros básicos está em 8% ao ano. Ou seja, a expectativa é de alta nos juros em 2019.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em junho, Copom manteve Selic em 6,5% ao ano; se previsão de economistas se confirmar, taxa de juros será mantida nesta quarta-feira

Em junho, Copom manteve Selic em 6,5% ao ano; se previsão de economistas se confirmar, taxa de juros será mantida nesta quarta-feira

 

Como a decisão é tomada

 

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros; quando estão acima da trajtetória esperada, a taxa Selic é elevada.

A previsão dos economistas para a inflação de 2018, que estava abaixo de 4% nos primeiros meses deste ano devido ao fraco nível de atividade, subiu depois da greve dos caminhoneiros – que gerou forte repique no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. Naquele mês, o IPCA somou 1,26% – a maior taxa para o mês desde 1995.

 

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