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13/06/2018 - 12:18 | Economia

RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS

No Brasil, o dado de inflação de maio ficou acima do esperado pelo mercado. Por sua vez, nos EUA, o dado de confiança (ISM) do setor de serviços veio melhor do que as projeções.

No Brasil, o dado de inflação de maio ficou acima do esperado pelo mercado.  Por sua vez, nos EUA, o dado de confiança (ISM) do setor de serviços veio melhor do que as projeções.

O IPCA de maio surpreendeu as expectativas de mercado, superando o teto das projeções. O indicador de inflação ao consumidor subiu 0,40%, acima do esperado por nós (0,28%) e pelo mercado (0,29%). Em 12 meses, o IPCA acelerou de 2,76% para 2,86%, ainda abaixo do piso da meta estipulada pelo Banco Central. Analisando a abertura, as principais surpresas vieram de combustíveis (contribuição de 8,8 pontos percentuais), alimentação in natura (+2,0 p.p.) e alimentação fora do domicílio (+4,1 p.p). A média dos núcleos do BC registrou alta de 0,23%, ante 0,18% no mês anterior. O núcleo de serviços ficou em 0,06%. Em 12 meses, a média dos núcleos e a inflação de serviços acumulam alta de 2,94% e 3,32%, respectivamente, desacelerando em relação ao mês anterior. Em resumo, os dados mais sensíveis à paralização da virada do mês devem continuar pressionando o resultado do IPCA de junho também. Somado a isso, o tamanho do efeito da depreciação do real sobre os preços dos bens comercializáveis também será crucial para traçar a trajetória do IPCA nos próximos meses. Ainda assim, mantemos nossa avaliação benigna sobre a inflação, como vimos nas medidas de núcleo.

A produção industrial de abril superou nossas expectativas. O resultado da PIM mostrou alta de 0,8%, acima da nossa projeção (0,0%) e do mercado ( 0,4%). Na comparação anual, o setor industrial cresceu 8,9%, ante 1,2% em março. O resultado positivo foi bastante disseminado entre as categorias. O setor de bens intermediários cresceu 1,0%, enquanto o segmento de bens de capitais subiu 1,4%. Entre os produtos, o destaque ficou com produção de álcool (+5,2% na margem). Automóveis, alimentos e produtos farmacêuticos também registraram bom desempenho, e cresceram respectivamente 4,7%, 1,4% e 4,5%, na margem. Apesar do bom resultado de abril, a expectativa é de forte queda de 6,2% na margem em maio, devido à paralização em todo território nacional. Por conta disso, o resultado do segundo trimestre deve ser negativo, mesmo esperando alguma devolução em junho. Assim, projetamos queda de 1,3% no trimestre, em linha com nossa expectativa de crescimento de 1,8% do PIB no ano.

Nos EUA, o ISM de serviços de maio veio melhor do que o esperado. O indicador subiu para 58,6 pontos, após haver desacelerado para 56,8 pontos em abril. Analisando a abertura dos dados, os novos pedidos permaneceram em ritmo forte de 60,5 pontos. O dado de emprego também aumentou de 53,6 pontos para 54,1 pontos, em linha com os dados robustos do mercado de trabalho vistos no último relatório de emprego. Novos pedidos de exportação mostrou leve moderação de 61,5 pontos para 57,5 pontos. Em resumo, os dados do ISM de serviços seguem compatíveis com a dinâmica mais benigna da economia americana.   

Na Zona do Euro, o PIB do primeiro trimestre confirma início fraco da atividade na região. Assim, o crescimento nos primeiros três meses do ano ficou em 0,4%, confirmando a prévia divulgada anteriormente. Ademais, olhando para os dados do segundo trimestre, não parece haver uma aceleração em curso. Nesse sentido, as vendas no varejo de abril ficaram abaixo da mediana das projeções do mercado.Houve crescimento de 0,1% na margem no mês, enquanto as expectativas estavam em 0,5%. O resultado na comparação anual ficou em 1,7%. Somado a isso, os dados de atividade da maior economia do bloco, a Alemanha, também mostram sinais menos benignos. Os pedidos das indústria de abril recuaram 2,5% na margem e a produção industrial alemã caiu 1,0%, pior do que o esperado. Assim, somam-se os sinais de fraqueza no bloco europeu, num contexto em que a discussão sobre a retirada de estímulos pelo Banco Central se torna mais iminente.  

Na China, o Caixin PMI de serviços de maio ficou estável no mesmo patamar que o mês anterior. O indicador manteve-se em 52,9 pontos, ainda indicando expansão da atividade do setor de serviços. Por sua vez, os dados da balança comercial mostraram um crescimento de 12,6% das exportações, e 26,0% das importações, na comparação anual.  Por destinos, o crescimento veio, especialmente, dos países emergentes. O valor das exportações para os EUA cresceu 11,6% no mês, após alta de 9,6% em abril. As negociações com o país norteamericano ainda seguem sem definição, o que pode se postergar por mais tempo.

Na próxima semana, a agenda doméstica terá como destaque a divulgação das vendas no varejo de abril. Além disso, será conhecido o índice de atividade do Banco Central, o IBC-Br referente a abril. Nos EUA, o evento mais relevante recai sobre a decisão sobre juros pelo FED (Banco Central americano), para o qual esperamos alta de 0,25 pontos percentuais. Além disso, na segunda-feira também será divulgado o dado de inflação ao consumidor de maio, importante balizador da política monetária do país. Na Zona do Euro, o destaque será a reunião do BCE (Banco Central europeu) que deve dar os primeiros indícios de retirada de estímulos até o final do ano. Por fim, na China serão conhecidos os principais dados de atividade referente a maio, como vendas no varejo, produção industrial e investimentos referentes a maio.

 


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