17/05/2018 - 08:00 | Economia

CENARIAO ECONOMICO CREDITO E MERCADO

NOSSA VISÃO - 14/05/2018 14 de maio de 2018

NOSSA VISÃO - 14/05/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial alemã cresceu 1% em março, frente fevereiro, sendo que a expectativa era de um avanço de 0,8%.

Nos EUA, a inflação dos consumidores avançou 0,2% em abril, frente ao mês anterior, sendo que a taxa anualizada subiu para 2,5%, já acima da meta de 2% do FED e foi a maior taxa registrada em 14 meses.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi de altas, sendo que o mercado europeu registrou a maior sequência de altas semanais em 3 anos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,42%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 2,08%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana 2,41%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,27%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,32% na primeira quadrissemana do mês, sendo que em abril havia subido 0,34%. Já o IGP-M, acelerou a alta indo de 0,18% na primeira semana de abril, para 1,12% na primeira semana de maio.

Por sua vez, o IPCA de abril avançou 0,22%, depois de ter subido 0,09% em março, por conta dos maiores gastos com habitação. No ano, a alta acumulada pelo índice foi de 0,92% e de 2,76% em doze meses.

Em relação à atividade econômica, as vendas no varejo subiram 0,3% em março, frente a fevereiro e 6,5% na comparação com março de 2017. O resultado veio em linha com as expectativas.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana também de alta, com o Ibovespa avançando 2,53%. Assim, a alta acumulada no ano foi de 11,54%. O dólar, por sua vez, subiu 1,13%, levando a alta no ano para 7,92%, ainda com grande influência de fatores externos. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,73% na semana, acumulando alta de 3,92% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2018, frente a 3,49% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,00%, frente a 4,03% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,51%, frente a 2,70% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2018, frente a R$ 3,37 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em março, de prévia do PIB do primeiro trimestre de 2018 e da inflação do consumidor em abril.

Nos EUA, teremos a divulgação da produção industrial em março e das vendas no varejo em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IBC-Br de março, além da reunião do Copom que deliberará sobre o direcionamento da taxa Selic.

No exterior, o principal fato é a divulgação de dados sobre a atividade econômica e no Brasil, a reunião do Copom, em que nova redução de 0,25 pp da taxa Selic pode ser decidida, mesmo em ambiente de elevação da inflação. Acreditamos que a credibilidade do Banco Central pode sair arranhada.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs uma alocação de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações - FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários - 11/05/2018

Índices de Referência - Abril/2018

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