09/05/2018 - 12:17 | Economia

CREDITO E MERCADO

Nossa Visão - 07/05/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o crescimento econômico da região registrou desaceleração no primeiro trimestre de 2018 com uma taxa de 0,4%, quando nos últimos três meses de 2017 avançou 0,7%, conforme a primeira estimativa do PIB.

Já a taxa de desemprego ficou em 8,5% em março, como em fevereiro e no menor nível desde o final de 2008. Por sua vez, as vendas no varejo tiveram alta de 0,1% no mês, ante fevereiro, quando os analistas estimavam uma alta de 0,4%.

Quanto a inflação do consumidor, a agencia Eurostat estima que ela tenha ficado em 1,2% em abril, frente ao ano anterior, muito abaixo da meta de 2% do BCE.

Nos EUA, os gastos dos consumidores cresceram 0,4% em março, frente ao mês anterior e a renda pessoal avançou 0,3%, quando a estimativa era de 0,4%.

Por ouro lado, a criação de 164 mil novas vagas de trabalho não rural em abril foi inferior a estimativa de 192 mil, mas a taxa de desemprego que era de 4,11% recuou para 3,9%, a menor taxa em quase dezessete anos.

Em reunião ordinária, o comitê de política monetária do FED decidiu manter a taxa básica de juros no intervalo entre 1,50% e 1,75% ao ano e no comunicado afirmou esperar a inflação perto da meta de 2% de forma efetiva, para breve, o que sugere que ao monitorar de perto o desenvolvimento da inflação ele pode aumentar a taxa básica em junho.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi novamente mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,90%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 0,87%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,24%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa avançou 0,02%.

Em relação à economia brasileira, por conta do feriado, os indicadores parciais de inflação da primeira quadrissemana do mês serão nesta semana divulgados. No entanto, o IBGE divulgou que a produção industrial encerrou o primeiro trimestre do ano estagnada com a queda de 0,1% em março em relação a fevereiro.

Também em março, o déficit primário do setor público consolidado foi de R$ 25,13 bilhões, sendo que um ano antes havia sido de R$ 11,04 bilhões. E em abril, a Balança Comercial teve superávit de R$ 6,14 bilhões elevando o acumulado no ano para US$ 20,09 bilhões.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de quedas, com o Ibovespa recuando 3,85%. Assim, a alta acumulada no ano foi reduzida para 8,79%. O dólar, por sua vez, subiu 1,73%, levando a alta no ano para 6,71%, com grande influência de fatores externos. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,21% na semana, acumulando alta de 4,68% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,49% em 2018, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,03%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,25%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,70%, frente a 2,75% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,37, no fim de 2018, frente a R$ 3.35 no último relatório e em R$ 3,40 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial na Alemanha.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e do IPCA de abril.

No exterior, o principal fato é a reunião do FED, em que provavelmente não haverá alteração da taxa básica de juros e no Brasil, em semana com feriado, teremos a divulgação do resultado primário do governo em março, como principal indicador.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, continuamos a recomendar uma exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total em 15%. E consideramos de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) alteramos a nossa recomendação de uma exposição de 15%, para 25%, tendo-se em vista o prêmio ainda existente para ganho no curto prazo, antes do fim do atual ciclo de redução da taxa Selic. Já para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida passa a ser de 20%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passa a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da crescente melhoria das expectativas com a atividade econômica no próximo ano, que deverá refletir em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações - FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários - 04/05/2018

Índices de Referência - Março/2018

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