16/11/2017 - 11:41 | Economia

ECONOMIA

Mercado baixa para R$ 157 bi previsão de rombo nas contas do governo em 2017.

Estimativa consta do mais recente relatório mensal divulgado pela Fazenda e está abaixo da meta fiscal, que é de resultado negativo de até R$ 159 bilhões.

 

Os analistas das instituições financeiras reduziram de R$ 158,43 bilhões para R$ 157,41 bilhões a estimativa para o déficit primário do governo neste ano, informou o Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (16).

A expectativa está no mais recente levantamento mensal feito pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado dentro do chamado "Prisma Fiscal".

O déficit acontece quando os gastos do governo superam a arrecadação com impostos e tributos. Como se trata de um déficit primário, a conta não considera as despesas do governo com o pagamento de juros da dívida pública.

Entretanto, o valor do déficit estimado pelo mercado está abaixo da meta, ou seja, do teto para o rombo nas contas públicas previsto para 2017, que é de até R$ 159 bilhões. Assim, para os analistas, o governo vai conseguir cumprir a meta fiscal.

Essa meta era menor, de déficit de até R$ 139 bilhões, mas, recentemente, foi alterada pelo Congresso porque, com arrecadação mais baixa que a esperada, o governo admitiu que iria estourar o antigo teto.

Para 2018, o mercado financeiro subiu de R$ 155,61 bilhões para R$ 156,4 bilhões a previsão para rombo das contas públicas. A nova previsão continua abaixo da meta fiscal do governo para o ano que vem, também já revisada, e que é de déficit de até R$ 159 bilhões.

 

Reequilíbrio das contas

 

A dificuldade do governo em atingir a meta fiscal está relacionada com o baixo nível de atividade da economia, que ainda se recupera de um cenário recessivo. Essa situação se reflete na arrecadação do governo, que vem ficando abaixo da esperada neste ano.

O governo já chegou a contingenciar cerca de R$ 45 bilhões de gastos do orçamento de 2017. Recentemente, porém, após a mudança da meta fiscal, anunciou a liberação de R$ 12,8 bilhões para gastos. Mesmo assim, o valor bloqueado permanece em cerca de R$ 33 bilhões.

Para a retomada da confiança na economia brasileira e a melhora do nível de atividade econômica, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que é importante reequilibrar as contas públicas.


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