09/11/2017 - 14:45 | Previdência

Reforma da Previdência deve manter cerca de 50% da proposta original, diz Meirelles

Ministro falou após reunião na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para discutir proposta de reforma da Previdência. Governo quer aprovar reforma ainda neste ano.

Por Alessandra Modzeleski, G1, Brasília

09/11/2017 10h59 Atualizado há menos de 1 minuto

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dá entrevista após reunião que discutiu proposta de reforma da Previdência (Foto: Alessandra Modzeleski) O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dá entrevista após reunião que discutiu proposta de reforma da Previdência (Foto: Alessandra Modzeleski)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dá entrevista após reunião que discutiu proposta de reforma da Previdência (Foto: Alessandra Modzeleski)

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (9) que o governo deve apoiar a aprovação, no Congresso, de uma proposta de reforma da Previdência que mantenha cerca de 50% do texto original.

Meirelles falou a jornalistas após deixar café da manhã na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para discutir a reforma da Previdência. O presidente Michel Temer, ministros do governo, líderes de partidos da base aliada no Congresso e o relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), também estavam no encontro.

De acordo com o ministro, o governo não vai abrir mão de manter na proposta alguns pontos, entre eles a criação de idade mínima para aposentadoria, que hoje, no texto, está em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

A café da manhã desta quinta é mais uma tentativa de Temer de articular a aprovação da reforma da Previdência. O esforço ocorre após o presidente sinalizar, no início da semana, que o governo havia "jogado a toalha" em relação à reforma, o que provocou instabilidade no mercado financeiro.

Depois disso, auxiliares do presidente têm afirmado que o governo não desistiu de aprovar a reforma em 2017, ainda que admitam a necessidade de ceder e deixar o texto mais enxuto para garantir apoio no Congresso faltando menos de um ano para as eleições.

O ministro da Fazenda já havia admitido que o governo poderia negociar mudanças na proposta para reduzir as resistências de deputados e senadores. Porém, é a primeira vez que ele aponta que, com as alterações em negociação, 50% da proposta original deve ser mantido.

Meirelles disse que o texto final da proposta ainda não está fechado e que é alvo de discussão no Congresso, que terá a última palavra. Ele apontou, porém, que, independente de qual seja a versão final, é preciso que ela contribua para reduzir o déficit da Previdência e equilibrar as contas públicas nos próximos anos.

 

Para o ministro da Fazenda, durante a reunião se consolidou o entendimento de que é preciso votar a reforma da Previdência ainda neste ano. Meirelles argumentou que a reforma vai permitir a eliminação de privilégios já que, segundo ele, atualmente as pessoas de maior renda se aposentam mais cedo que aquelas com menor renda.

 
Temer volta a se reunir parlamentares para falar da reforma da Previdência

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Negociação

Após o café da manhã, o relator da proposta de reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), destacou quais pontos da reforma são ou não negociáveis.

Maia disse estar disposto retirar do texto as mudanças previstas para a aposentadoria dos trabalhadores rurais e a previsão de tempo mínimo de 25 anos de contribuição para conseguir aposentadoria - neste caso, continuaria valendo o tempo mínimo atual, de 15 anos.

Já entre os pontos que o relator diz não aceitar alterações está a regra de transição do atual sistema de aposentadoria para o novo. O texto da reforma prevê que, após a sua aprovação, ninguém poderá se aposentar com menos de 55 anos, no caso dos homens, e 53 anos, mulheres. Essa idade mínima vai subir a partir de 2020, na proporção de um ano de idade a cada dois anos, até chegar nos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

"Tudo isso são propostas que estão na mesa. Mas temos que eleger aquelas que são as mais importantes", disse o deputado.

"Estamos hoje fazendo essa proposta com os líderes para ver o que está criando mais dificuldade para o parlamentar votar. A percepção exata vai acontecer quando os líderes conversarem com a sua bancadas."

 
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  • Akuma
     
    há uma hora

    O mais estranho é como acreditam no temer? esse da mala de 500mil, tipo não existe limite para ser trou-xa

     
  •  
     
 
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