31/10/2017 - 14:07 | Geral

Não dá para escapar de reforma da Previdência, diz Maia em Israel

Não dá para escapar de reforma da Previdência, diz Maia em Israel

Não dá para escapar de reforma da Previdência, diz Maia em Israel

  Miri Shimonivich/Divulgação  
Maia recebeu uma camiseta da seleção israelense de Yuli Edelstein
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em encontro com parlamentares em Israel

MIRIAM SANGER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE JERUSALÉM

30/10/2017 16h11

 
 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda (30), que "não dá para escapar" da votação da reforma da Previdência. A declaração foi dada no segundo dia de visita do parlamentar à Israel. Maia participou de dois encontros no parlamento israelense (Knesset), com o presidente da casa, Yuli Edelstein, e com o ministro de Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan.

"Não podemos chegar como estamos em 2019, pois isso exigiria uma reforma muito mais dura do que hoje. Tenho alertado: não podemos chegar à situação da Grécia e de Portugal, que foram obrigados a cortar a aposentadoria", disse.

Maia também afirmou que acredita que em breve receberá o projeto de privatização da Eletrobras. "Temos pela frente temas que geram muito debate. Vamos ver o que mais será possível votar ainda nesse ano."

AGENDA EM ISRAEL

O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu cancelou a reunião prevista para hoje. Houve uma tentativa de incluir a comitiva brasileira na agenda do presidente de Israel, Reuven Rivlin –sem sucesso.

Os encontros no Parlamento foram protocolares, com trocas de pequenos presentes (livros e camisetas) e sinalizações do desejo de aprofundar o relacionamento entre os dois países. Edelstein convidou o Brasil a participar, em fevereiro, de uma reunião internacional de diretores de parlamentos nacionais. Maia confirmou imediatamente o convite.

Já Erdan convidou o governo brasileiro para um encontro internacional em maio, sobre segurança interna.

Maia sinalizou, durante os encontros, uma intenção de criar laços com o setor de segurança do governo israelense e também com empresas privadas locais para aquisição de produtos e de tecnologias ligadas a segurança pública.

"Diferente de Israel, o Brasil não corre risco de terrorismo. No entanto, temos o combate ao tráfico de armas e de drogas, e Israel tem tecnologias de controle de fronteiras que podem ser aplicadas em nosso país. Temos três crises com as quais lidamos no momento: a política e econômica, a ética e, em terceiro lugar, a violência, que já não está centralizada apenas no Rio e em São Paulo."

Essa é a segunda visita de Maia a Israel, mas a primeira dos participantes da comissão que o acompanha, formada pelos deputados federais Baleia Rossi (PMDB-SP), Marcos Montes (PSD-MG), José Rocha (PR-BA), Alexandre Baldy (PODE-GO), Benito Gama (PTB-BA), Cleber Verde (PRB-MA), Heráclito Fortes (PSB-PI), Orlando Silva (PC do B-SP) e Rubens Bueno (PPS-PR).

"Em muitos países, não apenas no Brasil, parlamentares são criticados por visitas como a que estamos fazendo aqui. Mas as relações parlamentares são importantíssimas para as democracias", afirmou Maia, defendendo-se de ataques a respeito da viagem, que está sendo custeada pelos cofre públicos.

Na terça-feira (31), a comitiva viajará a Belém, onde visitará a Igreja da Natividade e se reunirá com a prefeita da cidade, Vera Baboun. Quarta (1), o grupo irá a Ramala para se encontrar com o Secretário-Geral do Conselho Legislativo Palestino, Ibrahim Khrishi, e o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

 
 

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