28/10/2017 - 09:37 | Economia

ECONOMIA

Para economistas, reforma maior da Previdência ficará para depois da eleição.

Nem o mercado espera que o governo Temer consiga aprovar uma reforma da Previdência próxima da proposta original, segundo economistas ouvidos pelo Estado. A avaliação é de que temas que exigem maior capital político, como as mudanças nas regras de aposentadoria, devem se desidratar com a proximidade da eleição.

Para o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, o governo Temer, apesar de ter garantido sua sobrevivência, não deve ter mais cacife para tocar reformas significativas, como a da Previdência. “O governo tem condição de lançar uma medida provisória, fazer um projeto de lei, mas não tem mais condições de fazer uma reforma tributária, por exemplo.”

 

Na avaliação do economista, o maior legado que o governo atual deve deixar para o próximo presidente é a aprovação do teto de gastos. “Apesar de importante, era uma medida mais simples, que mexia com conceitos mais difusos na cabeça da população. Na melhor das hipóteses, Temer conseguirá aprovar algo simbólico para a Previdência. A discussão vai precisar ser retomada pelo sucessor.”

 


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