05/08/2014 - 15:30 | Economia

Com queda na inadimplência, Itaú lucra R$ 4,899 bilhões no 2º trimestre

Com queda na inadimplência, Itaú lucra R$ 4,899 bilhões no 2º trimestre

Com aumento das margens e diminuição da inadimplência, o Itaú Unibanco teve lucro líquido de R$ 4,899 bilhões entre abril e junho deste ano, valor 36,7% superior ao registrado no mesmo período de 2013. Em relação ao trimestre anterior, o ganho avançou 10,9%.

Em base recorrente, que exclui ganhos e perdas extraordinários, o lucro do maior banco privado do Brasil foi de R$ 4,973 bilhões no segundo trimestre de 2014, 37,3% maior em relação ao valor registrado entre abril e junho do ano passado.

Entre os eventos extraordinários do trimestre, o banco provisionou R$ 31 milhões para perdas decorrentes de planos econômicos que vigoraram durante a década de 1980. Também entraram na conta R$ 42 milhões referentes à amortização do ágio gerado pela compra da Credicard, em dezembro do ano passado.

De acordo com o Itaú, a melhora da margem financeira no trimestre colaborou para o desempenho maior do lucro.

A margem financeira gerencial, que leva em conta operações com clientes e com o mercado (tesouraria), ficou em R$ 13,593 bilhões, 17,5% superior ao valor visto no segundo trimestre de 2013. Em relação aos três primeiros meses deste ano, houve alta de 8,9%.

O Itaú Unibanco obteve melhora no índice que mede como os bancos remuneram o capital de seus acionistas –a rentabilidade sobre o patrimônio líquido. O indicador ficou em 23,7% no trimestre, em base recorrente. Um ano antes era de 19,3% e, entre janeiro e março deste ano, de 22,6%.

  Editoria de Arte/Folhapress  

CALOTES

Dando sequência à mudança de perfil em sua carteira de crédito, para contemplar operações de menor risco como consignado e imobiliário, o Itaú conseguiu reduzir a inadimplência de 3,5% em março para 3,4% no fim de junho, o menor nível desde a fusão com o Unibanco, em novembro de 2008. Em 12 meses, a redução foi de 0,8 ponto percentual.

A melhora ajudou o banco a reduzir as despesas de provisões para calotes, que caíram 9,1% na comparação com o segundo trimestre de 2013, totalizando R$ 4,465 bilhões. Em relação aos três primeiros meses de 2014, porém, houve aumento de 5%, o que foi compensado pela margem financeira maior, segundo o banco.

Na semana passada, Bradesco e Santander Brasil também anunciaram níveis menores de inadimplência no segundo trimestre na comparação com igual período de 2013. As taxas, porém, subiram em relação aos três primeiros meses deste ano, em ambos os bancos.

FINANCIAMENTOS

No crédito, o Itaú teve expansão de 10,9% no volume de financiamentos (incluindo avais, fianças e títulos privados) em relação ao segundo trimestre de 2013, totalizando R$ 518,423 bilhões. A cifra também é 2% maior que o resultado do trimestre anterior.

Sem considerar o efeito da variação cambial, segundo o banco, o crescimento da carteira de crédito teria sido de 2,6% no trimestre e 11,9% em relação ao resultado de abril a junho do ano passado.

No segmento de pessoas físicas, os financiamentos considerados de menor risco foram destaque: o crédito consignado expandiu 21,3% no trimestre e 62,1% em 12 meses, enquanto o crédito imobiliário teve evoluções de 4,1% e 26,1%, respectivamente.

Os financiamentos de veículos caíram 24,8% sobre o segundo trimestre do ano passado, mas o segmento cartões de crédito apurou alta de 28,6% na mesma base de comparação.

O Itaú manteve expectativa de crescimento entre 10% e 13% nos financiamentos em 2014, com provisões para calotes entre R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões. 

 

voltar